Nascimento
Antônio Luiz von Hoonholtz nasceu em 9 de maio de 1837, em Itaguaí, então província do Rio de Janeiro. Era o filho caçula de Frederico Guilherme von Hoonholtz (em alemão, Friedrich Wilhelm von Hoonholtz) e de Joana Cristina van Engel Alt (no original, Johanne Cristine van Engel Alt), que se conheceram a bordo do navio que os trouxe ao Brasil (TEFFÉ, 1977, p. 44). Frederico Guilherme era oficial e engenheiro prussiano, recrutado para servir a D. Pedro I: chegou ao Rio em setembro de 1825 com o batalhão de alemães que veio a formar o 27º Batalhão de Caçadores de 1ª Linha e combateu na Guerra da Cisplatina. Joana Cristina era holandesa, filha do médico alemão Pedro Alt, natural de Kreuznach, que se alistara em 1798 na Armada Batava, a marinha dos Países Baixos, e veio ao Brasil como cirurgião daquele mesmo batalhão (TEFFÉ, 1977, p. 39, 43, 47). Algumas obras atribuem ao pai o título de conde, mas a documentação nobiliárquica não confirma: ao registrar a filiação do Barão de Teffé, o Archivo Nobiliarchico Brasileiro nomeia-o sem título algum (VASCONCELLOS; VASCONCELLOS, 1918, p. 503). Frederico Guilherme morreu em 31 de dezembro de 1837, deixando Antônio Luiz, então com sete meses, e seus quatro irmãos.
Mais detalhes desse período estão no livro Barão de Teffé, militar e cientista: biografia do Almirante Antônio Luiz von Hoonholtz, de Tetrá de Teffé, casada com Álvaro de Teffé, um dos filhos do Barão.
Carreira na Marinha
A escolha de um colégio para o caçula foi assunto de muita controvérsia na família. Os irmãos mais velhos, Carlos e Juca, defenderam que era chegada a hora de realizar o ideal de D. Joana Cristina: ter um filho na Marinha, sucessor do bisavô Almirante van Engel, já que os outros não tinham podido fazê-lo (TEFFÉ, 1977, p. 77). Juca assinou o requerimento de admissão à Academia de Marinha em janeiro de 1851, mas o pedido foi indeferido duas vezes por causa da idade: Antônio Luiz tinha treze anos e oito meses. Permitiram-lhe, porém, frequentar as aulas como ouvinte (TEFFÉ, 1977, p. 82). Assentou praça de Aspirante em 18 de fevereiro de 1852, aos 14 anos.
O que se exigia do candidato era exame, não berço. Pelos Estatutos então em vigor, baixados com o Decreto nº 586, de 19 de fevereiro de 1849, a admissão dependia de idade, cidadania brasileira, certidão de bom procedimento, aptidão física e aprovação nos exames preparatórios, sem cláusula alguma de nobreza (art. 2º). O nascimento entrava apenas como desempate, e a favor dele: em igualdade de merecimento preferiam-se os filhos de oficiais da Armada e do Exército, “especialmente dos que morrerem, ou forem feridos em combate” (art. 3º). O que pesava, portanto, era ser filho de militar, não a posição social da família. Foi nessa condição que a mãe obteve também a dispensa do internato, na petição em que se apresentou como viúva do Capitão Hoonholtz, “Oficial que se bateu valorosamente em Ituzaingó” (TEFFÉ, 1977, p. 83). Aqueles Estatutos, ainda recentes quando ele assentou praça, fixaram o curso em três anos, ao fim dos quais os Aspirantes aprovados eram promovidos a Guarda-Marinha (art. 4º); a virada para um currículo francamente técnico veio em 1858, com o Decreto nº 2.163, e essa ele pegaria do outro lado da cátedra.
O Aspirante Hoonholtz foi declarado Guarda-Marinha em 16 de novembro de 1854. Em seguida, embarcou nos vapores Viamão e Camaquã e foi promovido a Segundo-Tenente, a bordo da Corveta Bahiana, em 22 de setembro de 1857. Chegou a Primeiro-Tenente em 2 de dezembro de 1860 e recebeu então seu primeiro comando: a Canhoneira Araguary, com a qual se destacaria na Guerra do Paraguai. Promovido a Capitão-Tenente em 21 de janeiro de 1867, foi o primeiro comandante da Corveta Guanabara, posteriormente denominada Vital de Oliveira. Em 1868, ainda durante a guerra, comandou o Monitor encouraçado Bahia, com o qual forçou as baterias do Timbó e de Tebicuary.
De volta ao Rio de Janeiro, foi promovido diretamente do posto de Capitão-Tenente a Capitão-de-Fragata em 2 de dezembro de 1869, porque o de Capitão-de-Corveta ainda não existia. Tornou-se Capitão-de-Mar-e-Guerra em 7 de dezembro de 1878 e Chefe de Divisão, o primeiro posto de oficial-general da época, em 9 de julho de 1883. Já sob a República, o Decreto nº 108-A, de 30 de dezembro de 1889 suprimiu o posto de Chefe de Divisão e fixou o quadro da Armada em um Almirante, dois Vice-Almirantes e dez Contra-Almirantes. O preâmbulo explica a supressão: a patente não tinha correspondente em outras marinhas e vinha dando “causa a diversos conflictos entre officiaes daquella patente e contra-almirantes estrangeiros”. Hoonholtz passou, com isso, à classe dos Contra-Almirantes.
Ainda em 1890, Hoonholtz foi transferido para a reserva em 1º de maio. Não foi a pedido: decorreu de sua nomeação para o corpo diplomático, assinada em março daquele ano. A situação de reserva fora criada pelo próprio Decreto nº 108-A, mas alcançava só os oficiais em observação de saúde e os licenciados por mais de dois anos (art. 3º); foi o Decreto nº 329, de 12 de abril de 1890, editado pouco mais de um mês depois da nomeação, que mandou passar à reserva os oficiais da Armada nomeados para o corpo diplomático ou consular, determinando que abrissem vaga no quadro, não percebessem soldo e contassem por metade o tempo de serviço. Só mais tarde Hoonholtz soube que perdera com isso o lugar na classe dos Contra-Almirantes. Protestou junto ao Ministro da Marinha (então Eduardo Wandenkolk, que ocupou a pasta no Governo Provisório entre 15 de novembro de 1889 e 22 de janeiro de 1891) e pediu explicações. A resposta foi seca: “ninguém pode pertencer ao mesmo tempo a duas corporações” (TEFFÉ, 1977, p. 420). Foi reformado no posto de Vice-Almirante em 23 de maio de 1891 e promovido a Almirante reformado em 7 de dezembro de 1912.
Síntese da carreira naval:
- Aspirante a Guarda-Marinha em 18 de fevereiro de 1852; Guarda-Marinha em 16 de novembro de 1854;
- Segundo-Tenente em 22 de setembro de 1857; Primeiro-Tenente em 2 de dezembro de 1860;
- Capitão-Tenente em 21 de janeiro de 1867; Capitão-de-Fragata em 2 de dezembro de 1869;
- Capitão-de-Mar-e-Guerra em 7 de dezembro de 1878;
- Chefe de Divisão em 9 de julho de 1883;
- Contra-Almirante em 30 de dezembro de 1889, quando o Decreto nº 108-A suprimiu o posto de Chefe de Divisão;
- Vice-Almirante reformado em 23 de maio de 1891; Almirante reformado em 7 de dezembro de 1912.
Fundador do Serviço Hidrográfico brasileiro
No século XIX, grande parte do levantamento hidrográfico e da produção de cartas náuticas da costa brasileira era realizada por hidrógrafos estrangeiros, dentre os quais podemos destacar o Capitão-de-Fragata francês Amédée Ernest Barthélemy Mouchez. Muitas dessas cartas eram distribuídas por intermédio do Almirantado Britânico. Foi nesse cenário que se formou a primeira geração de oficiais brasileiros capaz de levantar e cartografar a própria costa.
Entre os pioneiros da Hidrografia brasileira, destaca-se Manoel Antônio Vital de Oliveira, considerado o Patrono da Hidrografia da Marinha pelo Decreto nº 77.070, de 21 de janeiro de 1976, e o seu nascimento, em 28 de setembro, é celebrado como o Dia do Hidrógrafo. Vital de Oliveira foi responsável pelo primeiro levantamento hidrográfico sistemático do litoral brasileiro, entre a foz do rio Mossoró e a do rio São Francisco. Ele era oito anos mais velho que Hoonholtz, e as trajetórias dos dois logo se cruzariam.
Hoonholtz entrou muito jovem nessa história. Em 1857, no início da carreira, quando ainda era ajudante de ordens do Almirante Joaquim Raimundo de Lamare, futuro Visconde de Lamare, executou “o levantamento hidrológico da baía de Guanabara”, um dos primeiros trabalhos do gênero realizados pela Marinha brasileira. Foi ali que despertou seu interesse pela Hidrografia como ciência a ser feita por brasileiros (ROBBA, 2024, p. 13). De Lamare defendia a implantação de um serviço nacional de Hidrografia, atividade que, mesmo depois da Independência, ainda era executada por missões estrangeiras de reconhecimento.
No ano seguinte veio a cátedra. O Decreto nº 2.163, de 1º de maio de 1858, que reorganizou a Academia de Marinha sob a denominação de Escola de Marinha, estendeu o curso para quatro anos e fez do último deles o “ensino a bordo de hum navio armado em guerra, e em viagem de longo curso”, com “trabalhos hydrographicos, e desenho respectivo” entre as matérias. Em 23 de novembro daquele ano, com 21 anos, o então Segundo-Tenente Hoonholtz foi nomeado instrutor dessa cadeira, fato sem precedente na Armada para um oficial subalterno (ROBBA, 2024, p. 13). Em janeiro de 1859 embarcou na Corveta Bahiana rumo à Europa, para ensinar Hidrografia e desenho aos Guardas-Marinha (TEFFÉ, 1977, p. 133).
Faltava o livro. Hoonholtz recorreu “ás melhores bibliothecas de Lisboa, Cherburgo e Brest” e nada colheu “além de alguns antigos annaes hydrographicos e o methodo de Beautemps-Beaupré, datado de 1811 e de tal modo laconico” que ainda no Rio de Janeiro já o julgara insuficiente. Escreveu então o seu, a bordo e para aqueles alunos: o Compendio de Hydrographia, o primeiro na língua portuguesa, cujo prefácio datou de Brest, em novembro de 1859. Aprovada e adotada pelo Conselho de Instrução da Escola de Marinha, a obra saiu impressa no Rio de Janeiro em 1864, quando o autor já era Primeiro-Tenente. É assim que a folha de rosto o identifica (TEFFÉ, 1864).
Em abril de 1861, sua trajetória tornou a cruzar com a de Vital de Oliveira. Hoonholtz e Vital de Oliveira, ambos Primeiros-Tenentes, assinaram juntos o Plano do Porto das Torres, no Rio Grande do Sul, levantado sob a direção do Vice-Almirante Barão de Tamandaré, conforme registro no rodapé do cartucho (BIBLIOTECA NACIONAL, 1861).
A carta registra o trabalho de campo que o Compêndio descrevia: sondagens em braças lançadas uma a uma ao longo da costa, a natureza do fundo anotada em cada ponto, areia, areia grossa, areia fina, cascalho ou pedra, e a latitude e a longitude fixadas nas notas da folha. E também é o registro histórico da primeira leva de oficiais brasileiros a levantar a própria costa, no lugar dos hidrógrafos estrangeiros que até ali a cartografavam.
De 1862 a 1864, já no comando da Canhoneira Araguary, Hoonholtz integrou a esquadra incumbida do levantamento hidrográfico da Ilha de Santa Catarina, considerada estratégica como ponto de apoio para eventuais ações no Rio da Prata (ROBBA, 2024), e realizou levantamentos no canal de Santa Catarina, em Laguna e em Porto Belo. O trabalho sobre Santa Catarina foi incorporado por Mouchez ao Atlas da Costa do Brasil: o trabalho de um brasileiro entrando, agora, no atlas do francês.
Entre 1865 e 1869, Hoonholtz lutou na Guerra do Paraguai e destacou-se na decisiva Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, comandando a canhoneira Araguary. Com ela, participou também dos combates de Cuevas, Mercedes, Curuzu e Curupaiti. Em 1866, na Batalha de Passo da Pátria, empregou seus conhecimentos de Hidrografia para sondar a navegabilidade do Rio Paraná até Irati, a fim de subsidiar as decisões sobre o melhor ponto para o desembarque das tropas aliadas em território paraguaio (ROBBA, 2024, p. 15). Era a Hidrografia posta a serviço do combate: a mesma sondagem que em tempo de paz produzia carta, ali dizia por onde a Esquadra podia passar.
Os dois hidrógrafos do Porto das Torres acabariam na mesma guerra, ambos comandando navio: Vital de Oliveira chegara a Capitão-de-Fragata; Hoonholtz fora promovido a Capitão-Tenente em 21 de janeiro de 1867. Duas semanas depois, no bombardeio de Curupaiti de 2 de fevereiro de 1867, em que a Araguary também esteve empenhada, Vital de Oliveira morreu em combate a bordo do Encouraçado Silvado, aos 37 anos. No mês seguinte, Hoonholtz foi nomeado primeiro comandante de uma corveta recém-lançada no Arsenal do Rio de Janeiro, a Guanabara, que viria a trocar de nome em homenagem ao morto de Curupaiti: é como Corveta Vital de Oliveira que a Marinha a registra.
Terminada a guerra, o então Capitão-de-Fragata Hoonholtz foi colocado à disposição do Ministério dos Negócios Estrangeiros em janeiro de 1871 e nomeado Chefe da Comissão de Limites com o Peru. A primeira comissão mista de demarcação entre os dois países trabalhou em condições extremamente árduas na Amazônia e determinou a nascente do Rio Javari. A expedição regressou reduzida a 55 homens: ao todo, Hoonholtz perdeu cinquenta tripulantes, além de três ajudantes e do secretário da comissão (TEFFÉ, 1977, p. 255). Entre os mortos estava seu irmão mais velho, Carlos Guilherme von Hoonholtz, que integrava a expedição e morreu em seus braços na volta do Javari, em 1874, dois dias antes da chegada, provavelmente de beribéri. O episódio também foi narrado por Alfred Marc em Un explorateur brésilien. A expedição ajudou a definir a fronteira do Brasil com o Peru.
Hoonholtz também realizou estudos para a melhoria dos portos de Santos, Antonina e Paranaguá, a pedido do Ministério da Agricultura. Em 1870, intercedeu junto ao Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas em favor da ferrovia de Antonina; em 1877, foi incumbido de estudar aquele porto e propor meios de desobstruí-lo, episódios registrados na história dos portos do Paraná. O principal terminal do Porto de Antonina, no Paraná, leva hoje o nome Barão de Teffé.
Esse percurso culminou na institucionalização da Hidrografia na Marinha. Hoonholtz participou da criação e organização dos primeiros órgãos da Marinha dedicados à Hidrografia, à Meteorologia e à Sinalização Náutica, e já em 1871 o Ministro da Marinha, Manuel Antônio Duarte de Azevedo, reconhecia publicamente que “à frente dos trabalhos hidrográficos tem estado o Capitão-de-Fragata Antônio Luiz von Hoonholtz, que, com muita inteligência e zelo, há estudado o modo por que se faz este serviço nas marinhas que nos servem de exemplo por seu adiantamento”, ressalvando não ser possível, apesar de toda a perícia e dedicação, deixar o assunto entregue a um só oficial, em acanhadas instalações e com verbas deficientíssimas (TEFFÉ, 1977, p. 128). A Repartição Hidrográfica foi criada pelo Decreto nº 6.113, de 2 de fevereiro de 1876, no mesmo ano da Repartição de Faróis, e cabia-lhe, em primeiro lugar, o levantamento e a construção da carta geral das costas do Brasil, abrangendo todos os portos, rios e lagoas navegáveis. Hoonholtz foi o seu primeiro Diretor-Geral e permaneceu catorze anos à frente dela, de 16 de fevereiro de 1876 a 7 de janeiro de 1890, conforme a relação de ex-diretores da Diretoria. Era o embrião da atual Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). A Repartição Central de Meteorologia surgiu em 1888, e os três órgãos foram reunidos na Repartição da Carta Marítima em 1891. À direção ele não chegou como administrador nomeado para um órgão novo: chegou depois de quase vinte anos de Hidrografia, do levantamento da Guanabara em 1857 à sondagem do Paraná sob fogo e à determinação da nascente do Javari na fronteira com o Peru, somando campo, ensino e emprego operacional da especialidade. Foi precisamente esse o argumento de quem lhe atribuiu o mérito: para a conquista da Repartição, registra a biógrafa, “muito contribuiu a ação de Hoonholtz, ao regressar Barão de Teffé das fronteiras do Peru” (TEFFÉ, 1977, p. 128).
Outro marco de sua carreira científica foi a observação da passagem de Vênus pelo disco solar, em 6 de dezembro de 1882. O convite veio por carta do Diretor do Imperial Observatório do Rio de Janeiro, o astrônomo belga Luís Cruls, e foi reiterado por D. Pedro II. Hoonholtz, então Capitão-de-Mar-e-Guerra, aceitou com certa relutância. Ficou convencionado que Cruls se estabeleceria em Punta Arenas e ele, na Ilha de São Tomás, então possessão dinamarquesa nas Antilhas (TEFFÉ, 1977, p. 306). Os resultados, reunidos em um extenso relatório, deram projeção internacional ao trabalho brasileiro. O conjunto das comissões e o que se media com o trânsito estão em Passagem de Vênus pelo disco solar em 1882.
Títulos
Pelo trabalho na Comissão de Limites entre o Império e o Peru, o então Capitão-de-Fragata Hoonholtz recebeu de D. Pedro II, em 11 de junho de 1873, o título de Barão de Teffé, concedido pelos serviços prestados nos rios Japurá e Içá. A data não era fortuita: 11 de junho é o dia da Batalha Naval do Riachuelo, em que ele comandara a Araguary oito anos antes (TEFFÉ, 1977, p. 409). Em 10 de março de 1883, o Imperador “houve por bem fazer mercê ao Barão de Teffé das Honras de Grandeza, pelos relevantes e distintos serviços que prestou à ciência nos trabalhos relativos à observação da passagem de Vênus pelo disco solar”, nos termos da Carta Imperial transcrita em sua Fé de Ofício (TEFFÉ, 1977, p. 313). A grandeza não era um título à parte, e sim a dignidade que o punha entre os Grandes do Império: inerente aos condes, marqueses e duques, ela podia ser concedida a barões e viscondes, e dava ao agraciado a coroa e as precedências do título imediatamente superior. Foi assim que a família registrou os dois atos, sob “títulos nobiliárquicos”: Barão de Teffé (11-06-1873) e Barão com Honras de Grandeza (10-03-1883).
Coisa distinta era o cargo na Corte, que o mesmo levantamento arrola à parte: em 14 de março de 1886, Hoonholtz foi nomeado Veador de Sua Majestade a Imperatriz, ofício da Casa Imperial (TEFFÉ, 1977, relação de medalhas, condecorações, títulos e cargos, sem paginação).
O que se premiava eram os serviços prestados à ciência e ao Brasil, não a posição na hierarquia naval: o baronato veio num posto abaixo do alto oficialato a que essas distinções costumavam ir.
Hoonholtz pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), do qual chegou a sócio benemérito: nessa condição, em 1912, o Conde de Afonso Celso, então presidente do Instituto, convidou-o a proferir uma conferência sobre a Batalha Naval do Riachuelo (TEFFÉ, 1977, p. 200).
Em 1889, quando era Chefe de Divisão e estava em missão na França, foi eleito membro correspondente da Academia de Ciências de Paris, na seção de Geografia e Navegação. A disputa foi acirrada: a eleição empatou, e a Academia convocou sessão extraordinária para desempatá-la entre concorrentes como o Príncipe Soberano de Mônaco, Lord Brassey, do Almirantado, e os exploradores Brazza e Serpa Pinto. Os jornais de Paris registraram que, com sua entrada, a América do Sul passava a estar representada no Instituto de França por dois nomes: o Imperador D. Pedro II e Teffé. Cabe ressaltar que era a primeira vez, desde a criação da Marinha brasileira, que um oficial da Armada tinha assento ali. Tomou posse em 5 de maio de 1889, no Palácio Mazarino, conduzido ao salão por três membros da própria seção: os Almirantes Jurien de La Gravière e Bouquet de La Grye e o Contra-Almirante Mouchez (TEFFÉ, 1977, p. 386–389).
Hoonholtz pertenceu, ainda, a diversas instituições científicas e culturais nacionais e estrangeiras, em várias delas com assento na direção. Foi vice-presidente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro (atual Sociedade Brasileira de Geografia) e do Instituto Politécnico, e integrou o Conselho Diretor da Sociedade de Imigração do Brasil e o da Sociedade Central de Imigração. Foi membro da Sociedade de Geografia Comercial de Paris, membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Academia de Ciências de Madri, e sócio da Trinity Historical Society, de Dallas, no Texas (TEFFÉ, 1977, relação de medalhas, condecorações, títulos e cargos, sem paginação). O Archivo nobiliarchico brasileiro acrescenta que presidiu a Sociedade de Geografia de Lisboa no Rio de Janeiro e a Liga Marítima (VASCONCELLOS, 1918, p. 503). São as duas academias, a de Paris e a de Madri, que a lápide do túmulo registra.
Condecorações
As honrarias recebidas por Teffé são numerosas demais para uma relação completa. Ao descrever o gabinete do Almirante, sua biógrafa registra “quantos documentos, quantos decretos, quantos mapas, quantas condecorações”, algumas delas “finíssimas peças de joalheria”, além de três espadas de honra, uma cravejada de brilhantes (TEFFÉ, 1977, p. 202). O próprio Teffé resumiu que o Governo o cumulou de recompensas, “desde as medalhas de guerra, as promoções militares, as condecorações, até a mais elevada categoria nobiliárquica de Grande do Império” (TEFFÉ, 1977, p. 388). Ficam abaixo algumas das principais:
- a categoria nobiliárquica de Grande do Império, a mais alta de todas;
- Grã-Cruz e Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, em que subira de Cavaleiro a Oficial, e Dignitário da Imperial Ordem da Rosa;
- Cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis, por decreto de junho de 1870, ordem cuja Grã-Cruz viria a receber já sob a República;
- Oficial da Ordem de Isabel, a Católica, da Espanha;
- medalhas da Campanha Geral do Paraguai, da Batalha Naval do Riachuelo, do Mérito Militar, da tomada de Corrientes, das repúblicas Argentina e do Uruguai e de Bravura nº 3;
- medalhas de ouro da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e da Exposição Universal de Paris.
Vida no Exterior e período como Diplomata
Teffé deixou o Rio de Janeiro em dezembro de 1887, como Diretor Geral da Repartição Hidrográfica, para visitar as repartições congêneres da Europa e entabular com elas a permuta de trabalhos. Por sugestão sua, juntou-se ao encargo o estudo dos navios de guerra das cinco grandes potências. O prazo inicial da comissão era de um ano, que acabou dilatado para dois. Havia ainda uma incumbência reservada: a Princesa Isabel tomou a si o compromisso da comissão e pediu em troca uma carta franca sobre a saúde do pai, que se tratava na Europa (TEFFÉ, 1977, p. 341–343).
Essa ausência lhe custou caro. Em junho de 1889, ao montar seu primeiro ministério, o Visconde de Ouro Preto escreveu na lista “Para Ministro da Marinha - Chefe-de-Divisão Barão de Teffé”; na manhã seguinte encontrou o nome riscado em favor do Barão de Ladário, desafeto público de Teffé há muitos anos, e ouviu de D. Pedro II: “Ladário está aqui e Teffé está na Europa divertindo-se. Chame o Ladário”. O primeiro ato do novo Ministro foi oferecer ao rival a Inspetoria do Arsenal da Corte, cargo que o punha sob suas ordens diretas e o tirava da Repartição Hidrográfica que já dirigia há treze anos. A resposta, de 9 de junho, dispensou rodeios: “Incompatível convosco não aceito cargo algum. Conheço vossos intuitos. Nada de subterfúgios. Prefiro demissão imediata”. A ruptura era pessoal: não com o Império, que ainda esperava salvar, mas com o Imperador e com o Ministro da Marinha (TEFFÉ, 1977, p. 399–401).
Um mês depois dessa carta, o Ministério de Ladário incumbiu-o de fiscalizar os três torpedeiros encomendados à Casa Thornycroft, na Inglaterra, com o modelo a seguir à risca rubricado pelo próprio Ministro: o francês Le Coureur, do mesmo estaleiro. Teffé foi vê-lo em Toulon, apurou pelo comandante que não passava de 18 milhas por hora contra as 25 do contrato e recusou-se a endossar o serviço e o suplemento de preço pedido pela Casa. Foi o pretexto: em outubro chegaram dois Avisos do Ministro, um exonerando-o da Repartição Hidrográfica, que só deixaria formalmente com a posse do sucessor, em 7 de janeiro de 1890, e outro mandando-o recolher-se ao Brasil “no mais curto prazo”. Ofendido, pediu demissão da Armada após trinta e sete anos de serviço e, em declaração pública, renunciou aos títulos e honras que recebera: voltaria a assinar “como antes de 1873 — Antônio Luiz von Hoonholtz”. A carta de demissão seguiu no vapor que deixou Bordeaux em 1º de novembro (TEFFÉ, 1977, p. 405–410).
A carta ainda navegava quando o regime caiu. Em 15 de novembro de 1889, após a proclamação da República, Ladário resistiu à ordem de prisão e foi baleado, mas sobreviveu, e a pasta passou ao Chefe de Divisão Eduardo Wandenkolk. A notícia chegou a Paris naquela noite, em telegrama que ainda dava Ladário por morto. As duas cópias que Teffé tirara dos documentos, uma remetida ao Rio de Janeiro e outra entregue ao Ministro do Brasil na França, voltaram rasgadas ao meio: os depositários leram a queda do Império como o fim do motivo da renúncia, e a demissão nunca produziu efeito. Em 17 de novembro, Wandenkolk telegrafou a Hoonholtz com uma pergunta de Deodoro da Fonseca: continuava o Almirante pronto como sempre a servir o Brasil? Teffé respondeu que o Marechal podia dispor de seus serviços; como preferia permanecer na Europa, o Generalíssimo “queria vê-lo brilhar em outro setor” e o indicou para a Legação na Bélgica (TEFFÉ, 1977, p. 410–416).
Em 6 de março de 1890, Deodoro assinou o decreto de nomeação do já Contra-Almirante Hoonholtz como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário na Bélgica, Itália e Áustria (TEFFÉ, 1977, p. 420); a categoria de Ministro de 1ª classe (Embaixador) só viria em 31 de dezembro daquele ano (relatório do Ministério das Relações Exteriores de 1891, p. 179). Removido para a Itália em 18 de julho de 1891 (TEFFÉ, 1977, p. 424), serviu depois em Viena, onde um telegrama o surpreendeu em 13 de dezembro de 1893, no auge da Revolta da Armada: estava exonerado do Corpo Diplomático. Bastava ser Almirante para cair na lista dos suspeitos, ainda que estivesse há seis anos fora do Brasil. Pediu que se formulasse a acusação, para poder defender-se, e obteve por despacho que “o cargo de ministro é de confiança e confiança não se discute” (TEFFÉ, 1977, p. 434). Contestou assim mesmo, e foi o caso dele que fixou a doutrina em despacho oficial: demissão não motivada significa falta da confiança política inerente ao cargo (17 de abril de 1895, no relatório de 1896 do mesmo Ministério, p. 13).
A exoneração deixou-lhe apenas o soldo de Vice-Almirante reformado, que nunca bastara para sustentar a família na Europa sem recursos próprios (TEFFÉ, 1977, p. 343, 444). Ainda assim ficou. Nice foi escolha sua e a biógrafa fala em exílio voluntário: preferiu esperar fora do País que as paixões políticas se aplacassem, e achou à beira do Mediterrâneo o clima ameno que o levou a chamar a cidade de estufa da Europa, palavra que dizia em francês, couveuse (TEFFÉ, 1977, p. 435–436). Ali viveu como particular, chegou a planejar as Memórias, que nunca escreveu, e acompanhou o Brasil de longe: quando Prudente de Morais lhe escreveu, em 4 de maio de 1894, dando conta da própria eleição, nada quis pleitear para si (TEFFÉ, 1977, p. 436).
Da comissão de um ano, dilatada para dois, saíram sete anos em atividade, como oficial de Marinha, cientista e diplomata, e treze em Nice: duas décadas de ausência, nas contas da biógrafa. Só regressou em 1907, quando, em seu resumo, “deixara o Brasil na casa dos cincoenta anos de idade, regressa na dos setenta” (TEFFÉ, 1977, p. 437, 439). Não ficou na Capital: escolheu a serra e instalou-se em Petrópolis.
A Família
Em rápida viagem à Corte durante a Guerra do Paraguai, o então Capitão-Tenente Hoonholtz, futuro Barão de Teffé, conheceu Maria Luiza Dodsworth numa festa no Cassino Fluminense (TEFFÉ, 1977, p. 220). Ele tinha trinta anos; ela, vinte. Casaram-se em 28 de março de 1868 (TEFFÉ, 1977, p. 221). Ela era filha do imigrante inglês George John Dodsworth e de Maria Leocádia do Nascimento Lobo, de família tradicional do Rio de Janeiro; seu irmão, Jorge João Dodsworth, seria mais tarde agraciado com o título de segundo Barão de Javari. O Ministro da Marinha concedeu ao noivo exatamente um mês de licença. Em maio, Hoonholtz já estava em Montevidéu, a caminho da Esquadra em operações.
O casal teve quatro filhos: Oscar de Teffé von Hoonholtz, embaixador do Brasil; Otávio de Teffé von Hoonholtz, diplomata e escritor; Álvaro de Teffé von Hoonholtz, oficial do registro de títulos no Rio de Janeiro; e Nair de Teffé von Hoonholtz, que se casou em 8 de dezembro de 1913 com o Marechal Hermes da Fonseca, presidente da República de 1910 a 1914.
O Barão de Teffé viveu os últimos anos em Petrópolis, entre livros e papéis, na companhia de amigos e familiares. Faleceu em 7 de fevereiro de 1931, aos 93 anos. Sua esposa, a Baronesa Maria Luiza Dodsworth von Hoonholtz, morreu na residência da família em 6 de novembro de 1934; o Instituto Histórico de Petrópolis a registra como “uma das figuras mais queridas e respeitadas da sociedade petropolitana”. O casal vivia no Villino Nair, na Rua Silva Jardim. O nome era o da filha caçula, e o Almirante datava por ele o que escrevia em Petrópolis: “Petropolis, 9 de Maio de 1910. Villino Nair - Rua Silva Jardim” encerra as recordações que assinou no dia em que completou 73 anos (TEFFÉ, [1910?], p. 157). O número da casa, 143, vem de um requerimento de 1913, em que pediu licença à Câmara para pôr um toldo na fachada; o registro está transcrito pelo Instituto Histórico de Petrópolis. A casa não existe mais: no nº 143 há hoje um edifício de apartamentos.
ALMIRANTE BARÃO DE TEFFÉ
Aqui jaz o bravo Comandante da gentil canhoneira Araguary - ANTÔNIO LUIZ VON HOONHOLTZ - mais tarde Grande do Império e Senador da República Ministro Plenipotenciário e membro das academias de sciencias de Pariz e de Madrid Fallecido no dia 7 de fevereiro de 1931 aos 93 annos de edade na cidade de Petrópolis
O Literato e Político
Além de militar, professor, diplomata e cientista, Antônio Luiz von Hoonholtz dedicou-se à literatura. Entre seus trabalhos estão A corveta Diana (romance marítimo, 1873); a carta de 22 de junho de 1865 ao irmão Frederico José von Hoonholtz, importante relato familiar da Batalha Naval do Riachuelo; Diário, sobre suas experiências na Amazônia; Justiça de Deus (drama naval, 1877); e Em terra e no mar (romance teatralizado, 1912).
Em 1909, dois anos depois do regresso, o então Deputado pelo Ceará, Graccho Cardoso, apresentou à Câmara projeto mandando considerá-lo reformado no posto de Almirante, o que elevaria seu soldo de 600$000 para 1:000$000 mensais. A Comissão de Marinha e Guerra, ouvido o Governo, opinou pela aprovação; na Comissão de Finanças, o relator Homero Batista concluiu pela rejeição “como medida de economia para os cofres públicos”, em parecer de 2 de setembro de 1909 que a biógrafa considera baldo de argumentos. O interessado não reagiu: “Teffé omitiu-se. Não disse palavra”. O projeto voltou em 1912: a Comissão de Marinha e Guerra tornou a opinar a favor, Serzedelo Corrêa relatou nas Finanças e Félix Pacheco pediu vista, dando voto em separado favorável: “não foi com títulos militares que transpôs as portas da Academia de Ciências de Paris”. A comissão subscreveu esse voto em 18 de setembro de 1912, vencido Homero Batista (TEFFÉ, 1977, p. 444–446). Menos de três meses depois vinha a reforma no posto de Almirante, em 7 de dezembro de 1912, o último de sua carreira naval.
Teffé também atuou na política. Foi Senador pelo Amazonas de 1913 a 1915, no final do governo do Marechal Hermes da Fonseca.
Pouco depois do fim do mandato, em fins de 1915 segundo a biógrafa, o Almirante e a Baronesa voltaram à Europa para acompanhar a filha Nair, gravemente acidentada. Foram todos residir em Lausanne, onde ficava então o maior centro médico de ortopedia, e lá ficaram até 1921 (TEFFÉ, 1977, p. 447). É da correspondência trocada nesses anos com o filho Álvaro que Tetrá de Teffé tirou os alicerces de vários capítulos da biografia.
Homenagens da Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil incorporou o antigo navio polar dinamarquês Thala Dan em setembro de 1982 e o denominou Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) Barão de Teffé, indicativo visual H-42. Subordinado à Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), o navio participou das primeiras operações do Programa Antártico Brasileiro e realizou doze Operações Antárticas entre dezembro de 1982 e abril de 1994. Em maio de 1994, foi reclassificado como Navio Faroleiro e continuou em comissões de apoio logístico e à sinalização náutica até sua baixa, em 24 de julho de 2002.
O nome do Patrono batiza ainda o prêmio “Barão de Teffé”, concedido pelo Centro de Instrução e Adestramento Almirante Radler de Aquino (CIAARA) à praça concluinte do Curso de Aperfeiçoamento em Hidrografia e Navegação (C-Ap-HN) que obtém a maior média na área de Hidrografia, como registra a relação de prêmios escolares dos Anais Hidrográficos. O prêmio correspondente no Curso de Aperfeiçoamento de Hidrografia para Oficiais (CAHO) tem o nome de “Vital de Oliveira”, entregue na formatura do curso.
O Nosso Patrono
As primeiras Turmas do Colégio Naval adotavam o nome do primeiro colocado, de algum integrante falecido ou de termos do alfabeto fonético naval da época, como “Dedo” (CN-54), “Elmo” (CN-55) e “Face” (CN-56). A partir de 1957, as turmas passaram a homenagear fatos e personalidades da História do Brasil, embora algumas associações tenham adotado o nome de um colega falecido como homenagem póstuma.
Quando estávamos no terceiro ano do Colégio Naval, em 1983, precisávamos definir o Patrono da Turma e começamos a pesquisar personagens importantes da História do Brasil. No verão de 1982–1983, a Marinha havia iniciado sua participação no Programa Antártico Brasileiro. O primeiro navio polar da Força, batizado Barão de Teffé, era motivo de grande orgulho.
Consultamos o nosso saudoso professor de História Guilherme de Andréa Frota, pesquisador e autor de livros e artigos sobre o Brasil Império, e ficamos convencidos da escolha. Assim, o Barão de Teffé tornou-se Patrono da Turma de formandos do Colégio Naval de 1983, doravante denominada Turma Barão de Teffé. A decisão foi registrada pelo então Oficial-Aluno 3009, Alexandre Rabello de Faria, atualmente no posto de Almirante-de-Esquadra, na revista A Fragata, nº 32, de 1983.
Ainda hoje, não seria nada fácil reunir tantas realizações em uma só vida. Nosso Patrono foi instrutor, cientista, escritor e combatente; comandou navios, realizou levantamentos hidrográficos em regiões remotas, participou da demarcação da fronteira com o Peru, organizou os primeiros órgãos de Hidrografia da Marinha e representou o Brasil no exterior. É essa vida que a nossa Turma carrega no nome.
Viva o Barão de Teffé!
Curiosidade: mais tarde, descobrimos que a turma que ingressou no Colégio Naval em 1965, na Escola Naval em 1967 e foi declarada Guarda-Marinha em 1970 também havia recebido o nome Turma Barão de Teffé. Sua associação, porém, adotou o nome Associação da Turma Ricardo de Moraes (ATRM), em homenagem ao colega falecido que fora Comandante-Aluno (“01”) no Colégio Naval e na Escola Naval. Pertencem a essa turma os Almirantes-de-Esquadra Wiemer e Max, o Vice-Almirante Lawrence e o Capitão-de-Mar-e-Guerra De Paula. Os dois últimos foram Comandantes de Companhia no Colégio Naval na época da nossa Turma, de 1981 a 1983. E 1965, ano em que aquela turma ingressou, foi também o ano em que nasceu a maior parte dos integrantes da nossa CN-81, a segunda Turma Barão de Teffé.
Referências
Onde as fontes divergem, prevalece a biografia de Tetrá de Teffé (1977), escrita a partir do arquivo pessoal do Almirante e de documentos de família.
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